Pular para o conteúdo principal

O católico-jujuba e o relativismo

Jujuba é aquele docinho muito conhecido que é só isso: docinho. Não sustenta, não acrescenta nada de substancial.

Pois bem... diversos membros da Igreja Católica, hoje, se comportam dessa maneira. Preocupados em não se indispor com ninguém, em “se dar bem” com todo mundo, muitos católicos têm deixado de, usando da caridade, exortar seus irmãos no caminho da sã doutrina. 

O relativismo tem tomado conta do pensamento e das ações de muitos católicos. Sob o pretexto de “não julgar para não ser julgado”, de que “somos todos pecadores” (realmente o somos...), tem-se evitado levar o irmão a refletir sobre sua prática cristã, desatrelada do Catecismo da Igreja Católica, e se tem aceitado comportamentos e ideologias que agridem frontalmente a mensagem de Cristo Jesus e, consequentemente, o Reino de Deus.  

A exortação é uma das faces da misericórdia. Não se pode compactuar, ser complacente, quando sabemos que procede de forma errada o nosso próximo.

“Não julgueis pela aparência, mas julgai conforme a justiça.” (João 7, 24)

Não se trata de julgar o outro, pura e simplesmente. Mas, de convidá-lo a uma reflexão, amorosamente, chamando-o ao bom caminho. Até porque não exortando ou corrigindo o irmão eu me faço cúmplice, corresponsável, por sua falta. Dado que, sabendo que se porta incorretamente, não o levei, por omissão e descaso, a retomar os ensinamentos de Cristo. 

Muitas vezes a correção precisa ser severa. E ainda que, essencialmente pecador igual ao outro, tenho a obrigação cristã de zelar pela salvação de sua alma. Mesmo que algumas vezes o irmão aparente não querer ou desconhecer esta salvação. O “chamar o irmão à razão” pede, muitas vezes, que sejamos firmes e enfáticos na correção.

“Não julgar para não ser julgado” não pode ser confundido com tolerância a tudo e ser condescendente com posturas que vão de encontro ao que prega a Santa Madre Igreja.

A correção fraterna é, antes de tudo, um ato de amor para com o próximo!

Paz e Fogo!

Comentários

  1. Maria Antônia Santos5 de outubro de 2015 às 08:08

    "...zelar pela salvação de sua alma" . Qtos descuidos de nossa parte. Bela reflexão. Gracias.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado, caríssima amiga!
      Deus a abençoe sempre e regiamente!

      Excluir
  2. Paz e fogo irmão.
    Sua reflexão é bem centrada de como podemos nos encontrar na igreja hoje, pois com condescendência ao pecado(aos erros) nos mantemos de "bem" com as pessoas, tornando a vivência cristã um ato puramente social, abandonando o primeiro chamado que é ao senhorio de Jesus, vivendo o Batismo no Espirito, se não abrirmos do respeito humano(aquele que observa o irmão errar e o deixa a sorte), estaremos cometendo um pecado maior(a omissão), negando ajuda ao próximo, escorado em pensamentos e jargões individualistas: " Já tenho muitos problemas para me meter nos dos outros". (Esse é meu humilde comentário.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado, caríssimo, por seus comentário de muita pertinência.
      Deus o abençoe sempre e copiosamente!

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Sobre as nossas boas obras

Olá, caríssimos irmãos e irmãs! Trago hoje para meditarmos sobre as obras de caridade, sobre os atos de bondade que praticamos para com os nossos irmãos e irmãs. Amados, conhecemos diversas pessoas que praticam boas obras, ajudam os outros, são caridosos, mas... esperando uma recompensa... esperando reconhecimento... esperando algo em troca. Irmãos, se praticamos boas obras esperando algo em troca, já recebemos nossa recompensa: nada! Em Mateus capítulo 6, versículo 1, temos: “Guardai-vos de fazer as boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no Céu”. E na Carta aos Colossenses capítulo 3, versículos 23 e 24, temos: “Tudo o que fizerdes, fazei-o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens, certos de que recebereis, como recompensa, a herança das mãos do Senhor. Servi a Cristo, Senhor.” No filme Gladiador, o personagem do ator Russell Crowe, o general romano Maximus, diz uma frase qu...

Deus tem saudades de nós!

Diz a história que um menino era muito amigo do pai… tudo que ele fazia, gostava de fazer junto com o pai. Onde o pai estivesse, ele estava junto. Aonde ele fosse, levava o pai com ele. Passou o tempo… ele se tornou um adolescente e depois um jovem. Na sua juventude ele começou a achar que o pai não era o herói que ele imaginava… e, um dia, disse ao pai: - Pai, já não tá legal ficar contigo. Vou-me embora! E foi… Mudou-se para um país distante… arrumou trabalho… posteriormente montou uma empresa, prosperou com ela, e constituiu uma família. Diz a história que, uma tarde, quando conversava com seu filhinho, o menino o questionou: - Papai, eu conheço o vovô e a vovó, pais da mamãe, mas não conheço o vovô e vovó que tenho pelo senhor? Ele respondeu – Minha mãe morreu e eu era muito pequenino… - Mas e o seu pai? - perguntou o menino. Aquilo caiu fundo no coração dele. E ele pensou consigo: - Como estará meu velho pai? E resolveu voltar… Tomou um avião e retorno...