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Os rótulos e a "regra de ouro"

Esses dias me perguntaram: - Tio Paulo, um homem pode ser feminista? Eu respondi: - Sim, claro que pode! - Então, o senhor é feminista? - Não. Não sou. - Ué?! Então, o senhor é machista! - Não. Não sou. - Como assim?! Se o senhor não é feminista e nem machista, é o quê? - Sou humanista! Antropologicamente, não filosoficamente, fique bem claro! - respondi. A sociedade de hoje é pródiga em nos colocar rótulos. Se você defende a família tradicional é "homofóbico", é "conservador"; se coloca-se ao lado dos direitos humanos é "de esquerda"; se estudo pouco, é "vagabundo"; se estuda bastante, é "nerd"; se está sempre rezando, é "um fanático"; se não é visto rezando, é "um ateu, incrédulo"... Quando rotulamos alguém o pré-concebemos, lhe limitamos, julgamos e sentenciamos. Nos fechamos para descobrir a realidade e a essência daquele que rotulamos. Não lhe permitimos externar sua capacidade e suas possibil...

O católico-jujuba e o relativismo

Jujuba é aquele docinho muito conhecido que é só isso: docinho. Não sustenta, não acrescenta nada de substancial. Pois bem... diversos membros da Igreja Católica, hoje, se comportam dessa maneira. Preocupados em não se indispor com ninguém, em “se dar bem” com todo mundo, muitos católicos têm deixado de, usando da caridade, exortar seus irmãos no caminho da sã doutrina.  O relativismo tem tomado conta do pensamento e das ações de muitos católicos. Sob o pretexto de “não julgar para não ser julgado”, de que “somos todos pecadores” (realmente o somos...), tem-se evitado levar o irmão a refletir sobre sua prática cristã, desatrelada do Catecismo da Igreja Católica, e se tem aceitado comportamentos e ideologias que agridem frontalmente a mensagem de Cristo Jesus e, consequentemente, o Reino de Deus.   A exortação é uma das faces da misericórdia. Não se pode compactuar, ser complacente, quando sabemos que procede de forma errada o nosso próximo. “Não julgueis pel...