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Sobre as nossas boas obras

Olá, caríssimos irmãos e irmãs!
Trago hoje para meditarmos sobre as obras de caridade, sobre os atos de bondade que praticamos para com os nossos irmãos e irmãs.
Amados, conhecemos diversas pessoas que praticam boas obras, ajudam os outros, são caridosos, mas... esperando uma recompensa... esperando reconhecimento... esperando algo em troca.
Irmãos, se praticamos boas obras esperando algo em troca, já recebemos nossa recompensa: nada!
Em Mateus capítulo 6, versículo 1, temos: “Guardai-vos de fazer as boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no Céu”.
E na Carta aos Colossenses capítulo 3, versículos 23 e 24, temos: “Tudo o que fizerdes, fazei-o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens, certos de que recebereis, como recompensa, a herança das mãos do Senhor. Servi a Cristo, Senhor.”
No filme Gladiador, o personagem do ator Russell Crowe, o general romano Maximus, diz uma frase que sintetiza nossa caminhada. Ele diz: “O que fazemos aqui , ecoa na eternidade.”
A recompensa que esperamos não podem ser as glórias terrenas. Plantamos aqui para colher no Céu.
Esse deve ser o motivo para sermos bons. O medo do inferno não pode ser a razão que nos move a fazer boas obras. Porque se assim for, faremos as boas obras por obrigação ou por medo. E então, se tornarão um peso para nós. E aí buscaremos uma recompensa imediata.
Ainda mais triste é quando se faz pesar os benefícios sobre o beneficiado, exigindo-lhe de qualquer maneira testemunhos de reconhecimento, de gratidão, querendo ser exaltado pelo sacrifício que fez pelo outro. Padre Jorge Tadeu Hermes, grande pregador de retiros de cura e libertação, chega a dizer que este comportamento é diabólico! Porque aí se faz presente a vaidade, o orgulho e a maldade em humilhar o outro, ferindo-lhe a dignidade de ser humano.
Mas você pode me dizer: Mas, Paulo, fui amigo... ajudei... partilhei... e só recebi ingratidão!
Alegre-se por isso! Você se fez como Cristo! Isso é graça. Ainda que, muitas vezes, achemos que não. O Pai do Céu, que vê o que vai escondido, conhece o teu coração e sabe de tua reta intenção, e o recompensará regiamente.
A beleza da verdadeira generosidade está em saber aquele que estende a mão inverter os papéis, encontrando um meio de ser ele mesmo agradecido àquele a quem ajuda.
Nossas boas obras devem ser num sentimento de gratidão a Deus, que nos amou primeiro, e se entregou totalmente sem pedir-nos nada em troca.
Sejamos bons não porque seremos recompensados por isso. Mas sejamos bons porque o Senhor nos amou primeiro e porque nossa essência, advinda da imagem e semelhança daquele que nos criou, é a bondade, é o Amor. Sejamos bons para com os nossos irmãos e irmãs porque conseguimos enxergar nele o Cristo que nele habita.
Como diz o Papa Francisco, “Quem não vive para servir, não serve para viver!”
Amados, não esperemos recompensa do coração dos homens! Esperemos do coração de Deus! E Deus não falha!
Graça e Paz, amados!

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